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Política

07/09/2017 15:22

Joesley e outros dois delatores da J&F prestam depoimento na PGR para esclarecer novo áudio

empresário Joesley Batista – um dos donos da holding J&F –, o diretor de Relações Institucionais do grupo, Ricardo Saud, e o advogado da empresa Francisco de Assis e Silva chegaram na manhã desta quinta-feira (7) à sede da Procuradoria Geral da República (PGR) para prestar depoimentos e esclarecer o conteúdo do áudio que aponta omissão de informações dos três delatores aos investigadores da Lava Jato.

Joesley chegou a Brasília em seu jatinho particular por volta das 10h. Do aeroporto, o empresário seguiu direto para o prédio da PGR.

O depoimento também atende ao pedido da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, de investigar falas dos delatores envolvendo ministros da Corte.

Na conversa, Joesley e Saud discutem como gravar o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo para ele “entregar” ministros do STF, o que poderia reforçar a delação dos executivos.

Os depoimentos dados à PGR, de qualquer forma, também vão embasar o processo de revisão da delação premiada conduzido pela própria PGR.

Caberá ao órgão depois pedir ao ministro Edson Fachin, relator do caso no STF, uma eventual rescisão do acordo – com perda dos benefícios – e outras medidas contra os delatores.

Na última segunda-feira (4), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou a abertura de investigação para apurar indícios de omissão de informações de práticas de crimes no acordo de delação premiada dos executivos do grupo J&F, controlador do frigorífico JBS.

Segundo Janot, dependendo do resultado da investigação, os benefícios oferecidos no acordo de colaboração de Joesley, Saud e Assis poderão ser cancelados.

O áudio que pode levar à anulação dos benefícios dos delatores da J&F foi gravado, aparentemente por descuido, em 17 de março. Na conversa de quatro horas, Joesley Batista e Ricardo Saud falam de uma suposta atuação do ex-procurador da República Marcello Miller para ajudar os executivos da holding a fechar a delação, que garantiu, entre os benefícios, imunidade penal aos delatores. À época, Miller ainda trabalhava no Ministério Público.

Em um dos trechos da gravação que está sendo investigada pela PGR, Joesley Batista relata ao diretor de Relações Institucionais que Marcelo Miller incentivou o procurador-geral da República a fechar acordo de delação premiada com os executivos da J&F.

 
 
O dono da JBS ressalta ainda a importância de eles se aproximarem de Miller para "chegar no Janot" e, com isso, negociarem a delação premiada com imunidade penal, que assegurou que os delatores da empresa não seriam denunciados pelo Ministério Público.
 

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