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31/08/2017 15:27

BS pagou propina para esquema de corrupção em MT em troca de incentivos ilegais, diz delator

Em troca de incentivos fiscais, a empresa JBS pagou propina aos integrantes de um esquema de corrupção no governo de Mato Grosso, liderado pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O pagamento foi confirmado por Silval Barbosa e pelo empresário Wesley Batista, um dos donos da JBS, em acordos de delação premiada. Silval firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR).

A quadrilha, da qual Silval confirma ter feito parte, encontrou nos incentivos fiscais uma forma de burlar a legislação. Os integrantes do esquema ofereciam aos empresários redução nos impostos e cobrava propina para isso.

Em 2012, a JBS passou a repassar vantagens indevidas para o grupo.

Na delação, Silval Barbosa afirmou que a empresa fez uma doação em caixa dois de R$ 3 milhões para a campanha dele.

Silval tinha um crédito de propina, no valor de R$ 12 milhões, com o grupo JBS em 2014 e para o pagamento desse crédito foi feito um acordo durante a campanha. Esse acordo teria beneficiado o atual governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB). Esse montante seria de propina referente aos anos de 2013 e 2014.

Meses antes da eleição, quando os candidatos estavam em pré-campanha ao governo, Silval afirmou ter combinado com o então senador Blairo Maggi, que atualmente é ministro da Agricultura, e o à época prefeito de Cuiabá, empresário Mauro Mendes (PSB), que ele apoiaria financeiramente a campanha eleitoral de Pedro Taques. Mas esse apoio seria de maneira oculta, já que oficialmente apoiava o candidato Lúdio Cabral (PT), com o qual o PMDB estava coligado. Mauro Mendes atuou como coordenador financeiro da campanha de Taques.

Mauro Mendes e Pedro Taques admitiram um encontro entre eles, Maggi e Silval, mas disseram que não houve qualquer conchavo para pagamento de despesas por caixa dois ou promessas para que as contas de Silval não fossem remexidas.

 

Silval disse ter repassado R$ 4 milhões do dinheiro da JBS para a campanha de Taques. Pelo acordo, em troca, Pedro Taques não investigaria as contas das gestões de Silval Barbosa e de Blairo Maggi, caso assumisse o governo. O mesmo acordo teria inclusive sido fechado com o empresário Alan Malouf, que sucedeu Mauro Mendes na coordenação financeira de campanha de Taques.

Segundo Silval Barbosa, normalmente, o então secretário estadual da Casa Civil, Pedro Nadaf, apresentava uma lista de quem deveria ser beneficiado pelas propinas. A maior parte do esquema era para manter acordos e pagamentos de despesas de campanha em caixa dois, além de conchavos para facilitar a vida do grupo político.

Nadaf fazia contato com um interlocutor da JBS, que passava para um doleiro, a quem cabia a tarefa de distribuir o dinheiro.

Na delação de Wesley Batista, ele não fala sobre esse repasse a Pedro Taques, mas diz que era comum Pedro Nadaf fazer essas intermediações.

Silval citou que numa reunião realizada na chácara do empresário Eraí Maggi, Pedro Taques chegou a fazer um agradecimento em público pelo apoio de Silval. Parte desse dinheiro teria sido usada para o pagamento de serviços gráficos feitos na campanha de Taques.


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