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Pitacos

03/05/2017 09:47

Forças policiais prendem dois suspeitos de execuções em Colniza

A força-tarefa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) identificou quatro suspeitos de executar nove pessoas em Taquaruçu do Norte, em Colniza (a 1.065 km de Cuiabá). Destes, dois estão presos. O terceiro executor que está foragido é Ronaldo Dalmoneck, conhecido como Sula.

O quarto suspeito, conhecido como o chefe do grupo identificado como “Encapuzados” o ex-policial militar de Rondônia Moisés Ferreira de Souza, está foragido de uma ação penal que responde junto com Ronaldo pelo crime de roubo. A Polícia Civil suspeita que ele tenha participação nos assassinatos em Colniza.

O mandante do crime também já foi identificado e, por meio do advogado dele, está negociando para se entregar.

Já estão presos Pedro Ramos Nogueira, conhecido como “Doca” e Paulo Neves Nogueira. O primeiro foi preso em Guatá, distrito de Colniza, e o segundo no distrito de Tabajara, em Machadinho D’Oeste (RO).

Inicialmente, os presos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado e associação criminosa. Segundo apontou a investigação, a motivação do crime era a extração ilegal de madeira na região.

O crime aconteceu no dia 19 de abril. A região de Taquaruçu fica a 250 km de Colniza, em uma área de difícil acesso.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, disse que as equipes das forças de segurança, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros e Politec, se empenharam para buscar elucidar a motivação e apontar os culpados.

“A investigação continua. Vamos dar uma resposta cabal a respeito da autoria e materialidade. Nossos profissionais estão de parabéns pelo trabalho realizado”, enfatizou.

O delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Marcelo Miranda, disse que as investigações foram realizadas em três frentes: depoimentos de testemunhas que estavam no local, trabalho de campo dos investigadores e o trabalho de inteligência.

Ainda segundo o delegado “é possível que haja envolvimento de fazendeiros até pela motivação que seria a extração ilegal de madeira”.

O comandante regional da Polícia Militar em Juína, tenente-coronel PM Eduardo Henrique de Souza, disse que as execuções poderiam ter proporções ainda maiores. "A tragédia poderia ter sido amplificada. No dia não estavam presentes mulheres e crianças, apenas os maridos. Quem era encontrado, era executado".

Na tarde desta terça-feira (02.05), o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, convocou coletiva de imprensa para dar mais informações sobre as investigações que levaram às prisões. Participaram da entrevista o delegado regional de Juína, José Carlos de Almeida Júnior, o delegado da DHPP, Marcelo Miranda, e o comandante regional da Polícia Militar em Juína, tenente-coronel PM Eduardo Henrique de Souza. Representantes do Comando Geral da Polícia Militar, Diretoria da Polícia Judiciária Civil, Politec e Corpo de Bombeiros Militar também estiveram presentes.

Hérica Teixeira | Sesp-MT


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