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18/04/2017 17:03

Governo e psicólogos alertam para suicídio na adolescência

Keka Werneck, repórter do GD

O jogo da Baleia Azul, que levou uma adolescente de 16 anos a se matar, em Vila Rica (1259 Km a Noroeste de Cuiabá), dia 11 deste mês, e a série norte-americana "13 Razões", que está fazendo muito sucesso e que termina com a protagonista colocando um fim à própria vida após série de bullyings, colocaram o assunto suicídio na adolescência na pauta do dia.

Rafael Trindade/Eldorado FM

Lagoa onde adolescente de 16 anos se matou em Vila Rica

Neste contexto, o Governo do Estado de Mato Grosso postou em página oficial um texto destacando que é preciso falar sobre isso. "Suicídio. A palavra é forte, incomoda. Mas nós realmente precisamos falar sobre esse assunto e mostrar que a dor e o sofrimento podem ser superados", diz trecho da nota.

O Conselho Regional de Psicologia (CRP) também sugere aos pais que quebrem o tabu e olhem para seus filhos, especialmente os que estão na faixa etária de 12 a 20 e poucos anos, em que os conflitos emocionais são potencializados pela transformação corporal e o desejo de inclusão social.

"Sem paranóias e querer saber de cada passo que o filho adolescente dá, os pais devem é saber sobre o que sentem, conhecer as amizades e tratar de assuntos importantes, como sexualidade, drogas, relacionamentos e decepções", orienta a presidente do CRP em Mato Grosso, Morgana Moura.

CRP

É possível lidar com isso sem paranoias, orienta Morgana 

Ela viu a série "13 Razões" até o fim e avalia que é uma excelente produção, porem perigosa, porque "traz muitos gatilhos emocionais e ao final coloca o suicídio como única forma de empoderamento da vítima, como se não tivessem outras saídas e tem", comenta a psicóloga.

Morgana destaca que, embora o centro da série seja o bullying, o machismo também atravessa todas as tramas. "São práticas que fazem sofrer e devem ser abolidas da sociedade", destaca.

O CRP, quando discute sobre o suicídio, considera outros elementos que levam à prática milenar de retirada da própria vida, já que ninguém se mata "do nada".

No caso de adolescentes, é importante considerar alguns aspectos que interferem no bem estar deles.

- Considerar se o adolescente está encontrando link com pais e amigos para falar sobre seus conflitos.

Se ele não estiver, provavelmente vai procurar respaldo em um jogo ou em uma liderança perigosa, como um traficante por exemplo ou uma amizade questionável.

- Considerar se o sentimento de pertença dele está bem, ou seja, se está integrado ao grupo familiar e de amigos.

- Considerar se está lidando bem com desafios da época, entre eles mudanças corporais, mudança de níveis escolares, passagem da vida infantil para a adulta, responsabilidades.

- Considerar o estado emocional, se está triste, muito recluso, se não quer diálogo em hora alguma, destacando que, em alguns casos, pode não demonstrar nada disso.

A presidente do CRP ressalta que este assunto estão "muito gritante", então por que não conversar sobre isso, ver a série junto com o filho, tratar sobre o final radical dela e saber se estão ocorrendo situações semelhantes na escola.


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