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Esportes

11/09/2017 16:09

Médico infiltrado, recorde etílico... os bastidores da “final raiz” da Série D

Que a final da Série D, com o Operário-PR recebendo o Globo-RN no último domingo, ia parar a cidade de Ponta Grossa, interior do Paraná, não havia dúvida. Com ingressos esgotados seis dias antes da decisão, um público de quase nove mil torcedores presenciou o jogo do título, que veio mesmo com derrota da equipe da casa por 1 a 0. No Parque Ambiental da cidade, mais de 10 mil pessoas também marcaram presença para ver a decisão em um telão disponibilizado pela prefeitura. Contingente digno da merecida festa que varou a madrugada.Logo pela manhã, cerca de oito horas antes de a bola rolar, a cidade já começava a se enfeitar em preto e branco. Bandeiras, camisas, faixas e até os famosos cavalinhos do Fantástico eram vendidos pelas ruas. Uma preparação digna de elite, mas com o charme do que podemos chamar de “futebol raiz”.

Para começar, um recorde que foi batido pela Aafa – Associação Avante Fantasma, grupo de torcedores fanáticos. Se no jogo do acesso, nas quartas, contra o Maranhão, sete barris de chope foram consumidos, na grande decisão foram nada menos que dez. Combustível para recepcionar de forma bonita o time no Estádio Germano Krüger.

E em que outra final você pode observar uma chapa fazendo aquele churrasquinho a poucos metros da bandeirinha de escanteio? Só numa em que, nesse mesmo espaço, podem aparecer de uma freira (de verdade) a um muçulmano (fantasiado).

Olha só a distância: dá para matar a fome antes de cobrar o escanteio (Foto: Thiago Benevenutte)Olha só a distância: dá para matar a fome antes de cobrar o escanteio (Foto: Thiago Benevenutte)

Olha só a distância: dá para matar a fome antes de cobrar o escanteio (Foto: Thiago Benevenutte)

 
Teve freira de verdade... (Foto: Thiago Benevenutte)Teve freira de verdade... (Foto: Thiago Benevenutte)

Teve freira de verdade... (Foto: Thiago Benevenutte)

 
 ... e muçulmano de mentirinha (Foto: Thiago Benevenutte) ... e muçulmano de mentirinha (Foto: Thiago Benevenutte)

... e muçulmano de mentirinha (Foto: Thiago Benevenutte)

 

E quem chegasse atrasado teria que perguntar para alguém quanto estava o jogo. Isso porque no Germano Krüger não há um placar – acredite se quiser. Um eletrônico chegou a ser colocado de forma provisória para a final, mas serviu mesmo para divulgar as marcas patrocinadoras.

E a torcida? Essa fez muito bem o seu papel. Dos tatuados aos uniformizados, cumpriram bem a função de empurrar o Operário-PR rumo ao seu primeiro título nacional. A “Trem Fantasma”, bastante famosa na cidade, fez o procedimento padrão, imitando o barulho de um trem e soltando bastante fumaça – que na verdade é talco que sai de extintores.

 
Cleverson e José trabalham num restaurante perto do estádio. Fizeram questão de mostrar a paixão marcada na pele (Foto: Thiago Benevenutte)Cleverson e José trabalham num restaurante perto do estádio. Fizeram questão de mostrar a paixão marcada na pele (Foto: Thiago Benevenutte)

Cleverson e José trabalham num restaurante perto do estádio. Fizeram questão de mostrar a paixão marcada na pele (Foto: Thiago Benevenutte)

 

Antes de a bola rolar, um daqueles animadores fez a festa da torcida por horas. Com um microfone na mão e bastante empolgação, movimentou de crianças a idosos na hora de sortear as camisas especiais feitas em homenagem ao goleiro Danilo, que jogou na equipe local. Conseguiu achar o mais novo – sete meses – e o mais velho – 89 anos – presentes.

E não para por aí. Num canto do campo, passando despercebido pela grande maioria, um “infiltrado” na equipe visitante. Torcedor fanático do Fantasma, o doutor Angelo Defino (membro da Aafa, lembra?) trabalhou como médico do Globo-RN, já que a equipe potiguar não viajou com um profissional da área.

Com muito profissionalismo, ele se conteve bem, mas só até o apito final: depois do fim do jogo, arrancou um adesivo do escudo do Operário-PR do bolso e colou na camisa. Partiu para comemorar e conseguiu até fotos segurando a taça. E, se alguém depois disser que ele foi rival por um dia, ele nega.

- Não há provas, meu nome não está na súmula! – brincou.

 
Ainda com luvas, médico sentiu o gosto de tocar no troféu (Foto: Arquivo Pessoal)Ainda com luvas, médico sentiu o gosto de tocar no troféu (Foto: Arquivo Pessoal)

Ainda com luvas, médico sentiu o gosto de tocar no troféu (Foto: Arquivo Pessoal)


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