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Esportes

11/09/2017 15:56

Sem Nuzman, COI inicia reuniões em Lima para apontar novas sedes dos Jogos

A reunião dos executivos do Comitê Olímpico Internacional (COI) começou em Lima, no Peru, sem menção em seu início aos escândalos recentes envolvendo a compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica em 2016 e de Tóquio para receber o evento em 2020. O estabelecimento recebeu segurança no padrão olímpico, com cães farejadores, tropas especiais e muitos policiais no entorno.

Nos primeiros momentos da reunião que precede o Congresso do COI, o presidente Thomas Bach somente agradeceu a recepção ao mandatário do Comitê Olímpico do Peru e, em seguida, com a frase "agora temos trabalho a fazer", ordenou que os jornalistas deixassem a sala do hotel cinco estrelas em área nobre da cidade.

Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), também teria trabalho a fazer no evento, como tentar angariar mais fundos junto ao COI para amortizar dívidas do Comitê Rio 2016. Mas não está presente. Ele deixou de fazer parte da mesa de executivos do COI ao completar 70 anos, uma regra da casa, mas este não é o motivo de não estar presente em Lima. O único representante do órgão brasileiro em Lima é Bernard Rajzman, que vota em nome do COB.

Nuzman teve os seus três passaportes (brasileiro, russo e diplomático) apreendidos pela Polícia Federal na operação "Unfair Play" (jogo sujo, na tradução usada pelos promotores do Ministério Público Federal). Na última semana, foi executado um mandado de busca e apreensão na residência do dirigente, onde foram encontrados, além de documentos, um total de R$ 480 mil em cinco moedas diferentes espalhados pelas gavetas da casa.

O dirigente brasileiro também acompanhou os agentes até a Superintendência da PF para prestar depoimento e explicar sua relação com o empresário Arthur Soares, o "Rei Arthur", o ex-governador do Rio Sérgio Cabral e o senegalês Papa Diack, filho de Lamine Diack (ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo). No entanto, preferiu exercer seu direito a somente se pronunciar em juízo e não respondeu às perguntas dos investigadores.

Antes de embarcar para Lima, Rajzman, que é membro de diversas comissões do COI, entre elas a que avalia Paris e Los Angeles como sede dos Jogos de 2024 e 2028, conversou com a reportagem do GloboEsporte.com e do SporTV, mas não quis comentar o caso envolvendo Nuzman. Durante a semana, haverá eleição de novos membros do COI, um novo vice para o lugar do australiano John Coates, e cada comissão fará um relatório dos trabalhos durante o ano.

- Sem dúvida, o destaque principal é a eleição das cidades. Já existe um acordo entre as duas candidaturas, é uma solução fantástica, as duas cidades já fizeram duas Olimpíadas cada, são ricas cultural, esportiva e financeiramente, e vão dar uma tranquilidade ao COI e ao mundo olímpico. A certeza de que serão grandes Jogos. Tenho certeza que foi a melhor escolha, essa composição entre eles - disse Rajzman.

Embora o COI tenha se pronunciado através de nota oficial informando que está colaborando com as investigações e aguarda os desdobramentos para decidir que atitude tomar em relação a Nuzman, há membros influentes que pedem medidas duras e imediatas. É o caso do canadense Richard Pound. Em entrevista na última semana à agência Associated Press (AP), ele afirmou:

- Necessitamos ser mais firmes neste caso, porque estamos sendo atacados e parece que não estamos fazendo nada. De imediato, não estamos fazendo muita coisa. Mas não dá para ficar sem fazer nada, quando alguém diz que um dos membros está atuando de forma ilegal e que há vários outros com conduta inapropriada.

 

Nesta segunda, os membros do Comitê Executivo ouvirão relatórios de comitês olímpicos nacionais e também de comissões de ética e boa governança. À tarde, Coates deve conduzir o relatório sobre os Jogos de Tóquio em 2020. O diretor-executivo do COI, Christophe Dubi, também fará um pronunciamento para os executivos no fim do dia. Está prevista, após o fim da reunião do Comitê Executivo nesta segunda, uma entrevista coletiva do presidente do COI, Thomas Bach. A previsão de início, no horário de Brasília, é 20h30. O Comitê Executivo ainda se reunirá novamente nesta terça pela manhã. E, à noite, haverá a cerimônia de abertura do Congresso do COI, que começa na quarta-feira.


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