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Esportes

13/04/2017 16:15

Odebrecht conta como negócio da Arena Corinthians foi fechado

A construção da Arena Corinthians, casa da equipe alvinegra e palco do jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014, foi um dos temas abordados pelo ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, no depoimento que deu durante as investigações da Lava Jato.

Segundo o empresário, o modelo de negócio e financiamento foi fechado em um jantar na sua casa que contou com a presença de representantes dos governos federal, estadual e municipal e do Corinthians. Entre eles, até o ex-atacante Ronaldo Fenômeno.

O projeto, segundo ele, foi fechado no dia 13 de janeiro de 2011 com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), hoje ministro de Ciência e Tecnologia e Comunicações, e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, o então presidente do clube, Andrés Sanchez, o então diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg, e Ronaldo.

"Eles trouxeram o Ronaldo, o 'Fenômeno', só para 'dar uma importância ao evento', na visão deles", afirmou Odebrecht. "Neste jantar se acertou 'de boca', informalmente, o que levaria ao modelo final e os compromissos que cada um assumiria", disse.

Além disso, o empresário revelou que o ex-presidente Lula estava ciente das negociações. "A gente sempre ficava no pé do Lula porque, no fundo, quem tinha metido a gente nesse enrosco era ele", revelou.

O problema é que as partes não cumpriram o que foi acordada e, de acordo com Odebrecht, a empresa bancou a construção da arena. Inicialmente, o estádio custaria R$ 350 milhões. Quando virou palco do jogo de abertura da Copa, o preço subiu para R$ 820 milhões, mas acabou mais de R$ 1,1 bilhão.

O Corinthians ficaria responsável pelo pagamento do empréstimo de R$ 400 milhões cedido pelo BNDES, a prefeitura emitiria R$ 420 milhões em Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) que poderiam ser vendidos pela construtora no mercado e ainda pagaria as estruturas provisórias para o jogo de abertura e o estado de São Paulo pagaria as obras no entorno e os assentos provisórios - o estádio inicialmente teria 48 mil lugares, mas recebeu 70 mil pessoas na Copa.

Os problemas começaram com o atraso para a liberação do empréstimo, a prefeitura não bancou as estruturas provisórias e os CIDs acabaram nas mãos da empresa.

"Estádio de abertura de Copa do Mundo é um absurdo. Você faz o estádio para um dia. É o evento da abertura, que tem 70 chefes de estado, e depois você tem de desmontar um bocado de coisa. Nenhum outro evento vai justificar aquele estádio", disse Odebrecht. 


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