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Economia

07/08/2017 09:22 www.youtube.com

Mesmo com crise, brasileiros trocam celular de crédito por conta

Fernando Mellis,do R7

O número de linhas de telefone móvel pós-pagas vem crescendo nos últimos anos, mesmo no auge da crise econômica, entre 2015 e 2016.

É o que revela um levantamento feito pelo R7 com dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) dos últimos oito anos.

Os celulares pós-pagos, aqueles em que o cliente recebe uma conta mensal, cresceram 9,7% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2016.

Nos últimos dois anos, aumentou em 10,8 milhões o número de linhas pós-pagas, de acordo com a Anatel.

De outro lado, os telefones pré-pagos, em que o usuário tem que colocar crédito para ligar, reduzem participação no total de linhas ativas (veja gráfico abaixo).

Os pré-pagos representavam 74,8% do total de linhas no País há dois anos. No entanto, atualmente esse patamar está em 66,1%.

O número de linhas pré-pagas começou a cair em meados de 2015 — após ficar praticamente estável desde 2012 — e manteve essa trajetória até hoje.

A quantidade de linhas pré hoje é praticamente a mesma que havia em outubro de 2010 (160,1 milhões). O pico foi de 213,4 milhões. 

O número de linhas no geral caiu. Somente no primeiro semestre, foram 1,3 milhão a menos (-0,53%). E o pré-pago puxa essa queda.

O diretor do Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal), Sérgio Kern, explica uma das razões.

"É um enxugamento da base em consequência dessa questão de você não ter o uso intensivo de vários chips. Outro ponto é que os aplicativos de mensagens ficaram tão populares e para dispor disso basta ter internet e uma operadora só. Ficou muito mais econômica a comunicação", diz.

Kern ainda ressalta que a migração ocorre principalmente pela franquia de internet. 

“A gente entende que essa questão está muito associada ao perfil de consumo dos usuários. O pré-pago se caracterizava basicamente para receber mensagens e chamadas de voz. Atualmente, está tendo uma demanda enorme por dados. Os pacotes pós-pagos são muito mais atraentes. Então tem uma migração natural para uso de dados”.

A TIM incentiva a migração por meio dos planos controle, uma espécie de mistura entre as duas modalidades e considerados pela empresa a “porta de entrada” para o pós-pago.

"Acabamos de reformular os planos neste segmento [controle], fornecendo mais internet pelo mesmo valor e, pela primeira vez, ligações ilimitadas", diz a operadora em nota, destacando o fato de possuir pacotes com 3 GB de dados por R$ 54,99 mensais.

A Oi "aposta em planos com minutos de voz ilimitados", segundo o diretor de produtos, mobilidade e conteúdo, Roberto Guenzburger. "O cliente só precisa escolher a franquia da sua internet", diz.

 

Regiões

O Sudeste é a região onde o percentual de linhas pré e pós mais se aproximam: 57% e 43%, respectivamente.

Esse patamar é ligeiramente mais alto em São Paulo, maior mercado de telefonia do País. Houve um salto de 15,6% do pós-pago no último ano no Estado.

A Vivo foi a primeira operadora paulista a superar o número de clientes pós-pagos em relação aos pré.

A empresa tinha em junho do ano passado praticamente o mesmo número de linhas nas duas modalidades: 10,6 milhões em cada. Neste ano, passou para 12,2 milhões no pós e 9,6 milhões no pré.

Nenhum porta-voz da Vivo estava disponível para comentar os números. No entanto, a empresa disse, por nota, que esse tipo de migração é “normal”.

“Isso deve-se a dois motivos. O primeiro é a migração de clientes pré-pagos para planos controle, que dão aos usuários o controle de gastos proporcionado pelo pré-pago, aliado à comodidade do pós-pago, que dispensa a necessidade de fazer recargas. O segundo impulsionador dessa migração é a política de desconexão de clientes pré-pagos inativos, dentro dos critérios da Anatel”, disse a nota.

A Claro caminha na mesma direção. Saltou de 6,5 milhões para 7,5 milhões de pós-pagos nos últimos 12 meses. Já os pré-pagos encolheram de 9,9 milhões para 8,6 milhões no mesmo período.

Outro Estado que se destaca é o Espírito Santo, onde os números mais se aproximam no País. São 1,86 milhão de linhas pós-pagas (48,9%) e 1,94 milhão de linhas pré-pagas (51,1%).

O contraste surge justamente nas regiões onde a renda familiar é menor: Norte e Nordeste, onde oito em cada dez linhas são pré-pagas (veja gráficos abaixo).

Imposto dificulta crescimento

Um empecilho para a expansão das linhas pós-pagas no País é o preço. Cerca de metade do valor dos planos (47%) é imposto.

O cenário ficou ainda mais difícil para o consumidor após começar a valer, neste ano, uma decisão do Supremo Tribunal Federal que obriga as operadoras a recolherem ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas contas. O aumento chegou a 20%.

"O tributo médio do nosso setor é em torno de 47% no Brasil. Você paga praticamente o dobro do custo do serviço só em tributo. A tendência neste momento é aumentar, infelizmente", diz Kern.

Além do ICMS, outros cinco tributos incidem direta ou indiretamente sobre a conta de telefone: PIS/Pasep e Cofins, Fust, Funttel e Fistel.

 

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