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Cultura

04/04/2017 15:01

Estrangeiros, reeducandos e índios trabalham na peça

DO G1
 

Cerca de 230 atores amadores e profissionais devem participar do espetáculo "Auto da Paixão de Cristo", que será encenado no memorial Papa João Paulo II, de 11 a 16 de abril, em Cuiabá. Ao todo, 450 pessoas, entre elas indígenas, estrangeiros e reeducandos. A peça deve ter início às 20h.

O espetáculo é o segundo maior teatro aberto ao público com tema religioso do Brasil. São esperadas mais de 12 mil pessoas por noite. Por isso, é preciso organização, segundo o diretor do espetáculo, Flávio Ferreira. O ator Henri Castelli interpretará pela segunda vez o papel de Jesus Cristo.

“O trabalho é coletivo, todos trabalham com muita alegria. O Henri pediu para voltar. É uma parceria muito bacana.”, contou.

O catador de material reciclável Tiago da Silva Duarte explica que a peça é um meio de contar a história de Jesus Cristo para as pessoas e que o trabalho é gratificante. “É gratificante, maravilhoso e abençoado é incrível poder contar a história de Jesus Cristo”, disse.

A ideia da 10ª edição do espetáculo é reunir as pessoas para celebrar a ressurreição de Jesus Cristo.

Reeducandos estão ajudando na construção da peça, de acordo com o secretário-adjunto de Cidadania e Ações Comunitárias do município, Samir Kutumata. "Eles estão fazendo o trabalho de cenógrafo. Estão ajudando com madeiras recicláveis para que pudesse ser utilizado o mesmo cenário do ano passado", explicou.

Ele disse ainda que houve uma economia enorme com a utilização de materiais recicláveis.

A integrante da peça Lidia Dju, de Guiné Bissau, que vive no Brasil há oito anos, não imaginava que sua estreia como atriz seria na capital. "É a integração de várias nacionalidades”, disse.

O haitiano Eniel Gachate disse que veio para o Brasil em busca de oportunidades e que está contente por atuar na peça. "Achei muito bacana, é a palavra de Deus que aconteceu há muitos anos atrás”, explicou.

Para a reeducanda Daniele Pereira de Oliveira, que cumpre pena na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, o espetáculo é uma forma de reintegração social. "Eles vão poder nos ver com outros olhos, porque infelizmente sofremos muito preconceito, mas podemos mostrar que estamos mudando”, disse.

O arcebispo Dom Milton Santos diz que o espetáculo é uma forma de mostrar o amor de Jesus Cristo para as pessoas e fazer a inclusão social. “É um momento de inclusão social, temos pessoas de centros de recuperação, catadores de lixo. São pessoas que levam uma vida sofrida e há uma identificação com o sofrimento de Jesus”, contou.


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