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Artigos

18/09/2017 13:15

Perda de peso e o uso de medicamentos

Patrícia Ceolin Grassi

 

Em uma revisão bibliográfica de um artigo científico, publicado em 2016, foi avaliado a eficácia e os efeitos adversos dos cinco medicamentos aprovados para o tratamento da obesidade: Orlistat, Lorcaserina, Naltrexona + Bupropiona, Pentamina + Topiramato e Liraglutida. Qual seria a eficácia e o melhor medicamento para o controle do peso corporal?

Cientificamente, o “tratamento da obesidade” é considerado de sucesso quando leva a perda de, pelo menos, 10% do peso corporal. Nessa revisão, foi observado que enquanto 9% das pessoas do grupo placebo conseguiam atingir essa perda, 54% das pessoas que consumiram Pentamina + Topiramato atingiram essa meta. Já nos demais medicamentos a taxa de sucesso variou entre 20 e 34%.

Após um ano de tratamento, os medicamentos que contribuíram para a perda de peso mais significativa foram: Topiramato, Liraglituda e Bupropiona. Os dois últimos também são os que apresentaram maior frequência de interrupção do tratamento por efeitos adversos, que incluíram hipoglicemia, complicações cardiovasculares, diverticulite, colecistite (inflamação da vesícula biliar), colelitíase (pedra na vesícula), pancreatite, entre outras.

Interrompendo a análise por aqui, poderíamos ter a impressão única de que os medicamentos parecem, de fato, efetivos para a perda de peso. Mas, analisando mais criticamente os dados, vemos que, de acordo com a pesquisa, a média de perda de peso depois de um ano de tratamento foi de 4,9kg! Um ano inteiro tomando remédio com muitos efeitos adversos reportados!

Em uma conta rápida, isso significa uma perda de 400g por mês. Resultado que pode ser conseguido com outros métodos que, ao contrário dos remédios, não possuem qualquer contraindicação, seja por meio da atividade física (cujos efeitos vão muito além da perda de peso) ou de uma alimentação mais saudável, que respeite as necessidades, preferências e limites de cada pessoa (e não mais uma “receita de bolo”).

Além disso, é importante ressaltar que medir o sucesso de intervenção por meio do peso corporal é extremamente superficial. Os efeitos de qualquer intervenção na composição corporal são muito mais relevantes! Por isso, o ideal é comparar a composição corporal, mas, infelizmente, muitos estudos não apresentam esses dados. Por isso, é fundamental entender a limitação de cada estudo antes de simplesmente extrapolar seus resultados. E, depois dessa breve análise do estudo publicado, você acha que tomar remédios para perda de peso realmente vale a pena?

A melhor conduta é sempre levar uma vida saudável com atividade física e alimentação rica em nutrientes essenciais. É essencial procurar um profissional habilitado para ajudar a alcançar seus objetivos!

Patrícia Ceolin Grassi é mestre em Metabolismo e professora dos cursos de Nutrição e Medicina da Unic 


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