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10/04/2017 10:12

Mexeu com uma, mexeu com todas

É o lema da sonoridade. Mulheres são agredidas diariamente, e de forma natural. É algo tão comum, que outrora nada se fazia. Os graves acontecimentos atuais, não são atuais, sempre aconteceram. O diferencial é a reação direta e imediata da sociedade no momento.

Com o advento de leis atuando afirmativamente em proteção aos direitos das mulheres, e, de outro turno, com a eclosão dos direitos humanos no país, e no mundo, o que dantes era tratado como comum, vem à tona.

O ano de 2015 ficou conhecido no universo feminino como o "ano da primavera das mulheres". Usando da mídia, que é um dos instrumentos de grande valia para a igualdade de gênero, foram criadas hashtags denunciando os abusos e violências sexuais sofridas.

Celebridades, autoridades e anônimas contaram as mazelas passadas pelo gênero feminino. Muitas e muitos se assustaram. Seria fantasia? Qual o motivo da quietude? Por que só agora? As perguntas não queriam se calar. E os questionamentos machistas também. Mas, será que foi assim mesmo? Também, queria o que, usando esse tipo de roupa? O que estaria ela fazendo na rua de madrugada? Afirmaram, ainda: "O homem age por instinto". 

A verdade é que essa importante eclosão deu origem no Brasil à quarta onda feminista. Na primeira, conquistamos o direito ao sufrágio. Na segunda, buscamos o respeito ao nosso corpo e intelecto.

Na terceira, enfrentamos a violência contra a mulher e o direito ao respeito social. E agora, buscamos as mesmas condições do gênero masculino na ocupação de cargos de chefia e direcionamento, e, o direito a ocupar cargos eletivos com as mesmas oportunidades masculinas, além de enfrentar os abusos e violências sexuais.

Nas últimas semanas foram avalanches de denúncias de assédios e abusos sexuais externados. Ator conceituado, apresentador de TV, participante de reality, e, também, os menos conhecidos, sentiram a fúria do gênero feminino.

O que antes era "tolerado", na atualidade, o clamor é por se extirpar, cortar pela raiz. E os próprios agressores, na tentativa vã de justificar o ato insano, com o patriarcalismo que os sustenta desde sempre, se complicam, ainda mais, com o que dizem. Existem, também, os que tentam abonar a conduta dos machos amigos com algumas pérolas: "não foi isso que ele quis dizer", ou "foi só uma brincadeira".

Com a idade, os questionamentos acontecem espontaneamente. Será mesmo que tudo na vida deve ser ligado a sexo? A cabeça dos nossos semelhantes só é voltada para isso? Será mesmo que algumas pessoas despem as outras com o olhar? E o nossos filhos e filhas, devem ser criados assim? Os meninos devem ser incentivados pelos pais a manusear revistas de conteúdo erótico na adolescência, para provar a masculinidade? O casal deve sempre esperar que venha o varão? A mulher é protegida pelo homem?

E em meio à luta por dias melhores, para a construção de uma sociedade mais igualitária, de amor e respeito, nos deparamos com um determinado político, com a seguinte afirmação: "Tive cinco filhos, quatro homens.

A última eu dei uma fraquejada, veio mulher." Nossa! Será que as mulheres, em sã consciência, terão coragem de se dirigir a uma urna de votação, com a arma nas mãos, que é o voto, e nele votar? Saibam mulheres, vocês, segundo ele, são apenas "fraquejadas".

Por tudo observado, lições ficam grafadas. A primeira é a intolerância de homens e mulheres com assediadores e pervertidos sexuais.

O mundo está em constante transformação, havendo necessidade de repensar sobre a criação e educação de meninas e meninos. Conviver com pessoas humanizadas, a curto e longo prazo, é a esperança.

 

ROSANA LEITE ANTUNES DE BARROS é defensora pública estadual.


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